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Violência contra a mulher: nota das Juntas

Precisamos agir

Estamos solidárias à (ex)companheira do parlamentar Marco Aurélio, em sua queixa de violência física e psicológica prestada ontem na Delegacia da Mulher e amplamente divulgada nos meios de comunicação.

Como mandata feminista e antirracista, a defesa da vida e dos direitos das mulheres será sempre guia das nossas ações e posicionamentos, por isso vamos acompanhar atentamente o inquérito aberto pela polícia civil para apurar o caso. Queremos que a investigação decorra com brevidade e a seriedade que a denúncia exige, sempre garantindo que todas as vozes sejam adequadamente ouvidas e que o direito de defesa, garantia constitucional que defendemos, seja assegurado.

Sobre o tema da violência contra a mulher, destacamos que neste fim de semana, mais uma mulher foi morta na cidade de recife. Márcia Araújo da Silva, de 44 anos, foi jogada de cima de uma laje, por seu companheiro. Mais um feminicídio, que se soma aos graves índices que já temos hoje no estado. Cerca de 33% dos assassinatos de mulheres no nosso estado são caracterizados como feminicídio.

Embora Pernambuco esteja sendo hoje um estado de referência por causa da redução da violência, os crimes contra as mulheres não param. É preciso avançar na proteção da vida das mulheres.

O feminicídio normalmente é o capítulo final de longos ciclos de violência doméstica e violência contra a mulher. Os números são alarmantes: no ano de 2018, foram cerca de 40 mil casos de violência contra a mulher no estado, o maior desde 2012. Só em maio deste ano, houve mais de 4 mil casos.

É preciso que o governo garanta que as delegacias da mulher funcionem 24 horas, inclusive no fim de semana. É preciso que as medidas protetivas pedidas pelas mulheres sejam atendidas e que a rede de assistência às mulheres vítimas de violência funcione com qualidade.

 

Somos muitas e estamos juntas.

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