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Próximo ao 1º de maio, JUNTAS denunciam dificuldades enfrentadas pelas trabalhadoras e trabalhadores na pandemia

Em Pernambuco, 99,5% das pessoas que tinham carteira assinada e ficaram desempregadas em 2020 eram mulheres. As codeputadas cobraram uma resposta ao Governo do Estado sobre o Programa de Renda Básica Emergencial.

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Próximo sábado é o 1º de maio – Dia Internacional das Trabalhadoras e Trabalhadores. Pensando nisso, na plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) desta quinta-feira (29), as codeputadas Juntas (PSOL-PE) discursaram sobre essa data histórica e de grande importância, símbolo da luta por dignidade e melhores condições de trabalho, porém, ressaltando que os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e de Pernambuco não têm neste momento qualquer motivo para comemorar.

A pandemia de covid-19 aprofundou como nunca as desigualdades existentes no país e o quadro que vivemos hoje é extremamente grave. Nesta segunda onda, os índices não param de crescer. O Brasil registra por dia mais de três mil casos novos e já são mais de 395 mil mortes. São 42 dias com a média de mortes acima de dois mil e este mês de abril, que se encerra amanhã, está sendo considerado o pior mês de todos, desde o início da pandemia em março de 2020.

As parlamentares afirmaram que a crise econômica tem crescido no país, com o desemprego aumentando sem trégua. O país deverá ter em 2021 a 14ª maior taxa de desemprego do mundo (14,5%). Em 2020, essa taxa foi de 13,5%. São mais de 14 milhões de pessoas desempregadas. A isso, se soma outras seis milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego e outras 40 milhões de trabalhadoras e trabalhadores que vivem de bico, no mercado informal, sem renda garantida. Ou seja, temos um total de 60 milhões de trabalhadores adultos, que estão à margem da economia, dos direitos, da cidadania e com um futuro completamente incerto.

Pernambuco não é exceção. O estado fechou 2020 com uma taxa de desemprego de 16,8%, acima da média nacional. De cada 10 pernambucanos em idade de trabalhar, apenas quatro têm emprego hoje. O número de desempregados em Pernambuco é maior do que a população total de Caruaru, cidade mais populosa do interior. As Juntas pontuaram que o desemprego no estado tem rosto de mulher. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), das mais de cinco mil vagas com carteira assinada perdidas no ano passado, 99,5% foram de mulheres.

Com as restrições à circulação de pessoas, o desemprego atingiu de forma mais dura o trabalhador informal, especialmente os comerciantes informais, as diaristas e o pessoal que atua na área cultural. Elas lembraram que na terça-feira (27), foi o Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas, que têm feito várias denúncias, não apenas sobre o desemprego, mas também sobre as várias irregularidades que os patrões têm cometido para obrigá-las a trabalhar sem a devida proteção contra a covid-19.

O fim do auxílio emergencial cortou a renda de 68 milhões de pessoas no país inteiro, que chegaram a receber o benefício, sendo que 11 milhões foram mulheres chefes de família. Agora, com a aprovação de um auxílio de apenas 250,00 reais, o Governo Federal joga o povo ainda mais na extrema pobreza, ampliando o número de famílias que passam fome no país. O outro lado dessa moeda, é o crescimento em mais de 40% do número de bilionários no Brasil. No final do ano passado, o país tinha passado de 45 bilionários para 65. Esse pequeno número de pessoas concentra renda semelhante a mais de 100 milhões de brasileiros e brasileiras que vivem hoje na pobreza e extrema pobreza. A classe trabalhadora pouco ou nada tem a comemorar no seu dia. 

Aqui em Pernambuco, as codeputadas ainda aguardam que o Governo do Estado dê resposta sobre a proposta de auxílio emergencial que elas apresentaram há mais de um mês. Neste contexto de pandemia, é preciso ampliar as ações para geração de emprego, é preciso investir na recuperação da economia. Porém, deve ser uma prioridade do executivo alimentar a população pernambucana que passa fome neste momento. Ao final do discurso, as Juntas pediram mais uma vez um posicionamento do governador Paulo Câmara, não apenas para elas, mas para toda a população que hoje demanda esse auxílio para poder colocar comida na mesa de suas famílias.

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