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Nota de solidariedade aos ambulantes de Jaboatão Velho

A realidade do comércio informal está diretamente ligada à realidade nacional. Num país onde a taxa de desemprego, segundo dados do IBGE, é de 12%, os dados relativos à informalidade ainda são mais impressionantes: são 24,3 milhões de brasileiras e brasileiros atuando de forma autônoma.

Levando em conta que o país precisa de crescimento econômico, e o crescimento previsto é para menos de 1%, a informalidade passa a ser não uma das alternativas, mas a única. E isso reflete diretamente nos estados e municípios.

E neste cenário, como nosso estado e nossos municípios tratam a trabalhadora ambulante e o trabalhador ambulante? Criminalizando. Marginalizando. Acima de tudo, cerceando o direito constitucional ao trabalho.

As situações não são poucas: em Goiana, vemos o processo de retirada das feirantes da feira centenária da cidade. Em Jaboatão Velho, os ambulantes que trabalhavam na praça e no beco da colônia foram retirados de seus postos de trabalho.

Inicialmente, abriu-se um diálogo com a Prefeitura de Jaboatão, sem sucesso pois os ambulantes da área continuam sendo perseguidos. O diretor Eurico Moura se mostra irredutível e não oferece soluções concretas, nem se sensibiliza com a situação das trabalhadoras e trabalhadores. Estamos às vésperas de dezembro, um mês que movimenta a economia, e, evidentemente, o comércio informal. Retirar trabalhadores destas áreas em pleno fim de ano é nada menos que crueldade. Todos que estão aqui, escutando meu discurso, irão receber 13º, terão recesso, e poderão passar o natal e o ano novo de barriga cheia. Pergunto: os trabalhadores de Jaboatão Velho, da praça, do Beco da Colônia, terão a mesma sorte?

Novamente, fazemos um apelo ao prefeito Anderson Ferreira: que intervenha nas negociações, para que, no mínimo, essas ambulantes e esses ambulantes tenham o direito ao trabalho garantido e que parem de ser ameaçados.

Nós das Juntas entendemos que as prefeituras têm que fazer politica pública para o povo. Para todas e todos. Essa é uma questão de trabalho, sensibilidade e, acima de tudo, respeito. Toda força aos ambulantes de Jaboatão Velho!

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