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JUNTAS querem criar Frente Feminista Antirracista na Alepe

Anúncio ocorre no Dia Nacional da Mulher Negra, Latinoamericana e Caribenha

· NOTÍCIAS

Neste dia 25, Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, as Juntas Codeputadas, enquanto Presidentas da Comissão de Direitos Humanos da Alepe, anunciam que já a partir do dia 1º de agosto começarão a colher assinaturas em busca da criação da primeira Frente Feminista e Antirracista da assembleia, em sintonia e consonância com a Frente criada na Câmara Federal.

O objetivo da Frente Feminista e Antirracista é construir coletivamente, a partir do espaço legislativo, um importante instrumento de luta e defesa dos direitos das mulheres, com foco no enfrentamento ao racismo e a todas as formas de violência; debater propostas legislativas sobre o tema e fomentar mecanismos de ampliação da participação das mulheres nos espaços de poder.

A proposta da Frente nasce de uma articulação das Juntas com as deputadas federais Áurea Carolina e Talíria Petrone, que atuaram firmemente na criação da Frente na Câmara Federal, e também como resposta a demandas surgidas nas plenárias populares realizadas pela mandata de abril a julho, especialmente as trazidas nas plenárias com o Movimento Feminista e Movimento Negro.

De acordo com o regimento da Assembleia Legislativa de Pernambuco, são necessárias 17 assinaturas de parlamentares (1/3) para que o processo de abertura da Frente siga para votação em Plenário. A aprovação da proposta se dá por maioria absoluta, ou seja, 25 votos favoráveis.

Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha

Com menor participação nos meios de comunicação, dos cargos de chefia e do governo, mulheres negras frequentemente não se vêem representadas politicamente. Isso porque a desigualdade entre mulheres brancas e negras é grande: no Brasil, mulheres brancas recebem 70% a mais do que negras, segundo a pesquisa Mulheres e Trabalho, do IPEA, publicada em 2016. Há 27 anos, um grupo decidiu que uma solução teria que partir da própria união entre mulheres negras.

Em 1992, elas organizaram o primeiro Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana, em que discutiram sobre machismo, racismo e formas de combater essas violências que as atingem. Então surgiu uma rede de mulheres que permanece unida até hoje. Do encontro, nasceu também o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha, lembrado todo 25 de julho, data que foi reconhecida pela ONU ainda em 1992.

No Brasil – que sustenta o vergonhoso maior índice de feminicídios na América Latina, a ex presidenta Dilma Rousseff transformou a data em comemoração nacional. Aqui, desde 2014, comemora-se em 25 de julho o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra – em homenagem à líder quilombola que viveu no século 18 e que foi morta em uma emboscada.

Tereza se tornou rainha do quilombo do Quariterê, no Mato Grosso, quando o marido morreu, e acabou se mostrando uma líder nata.

Assim como o Dia Internacional da Mulher (comemorado em 8 de março), o 25 de Julho não tem como objetivo festejar, mas fortalecer as organizações voltadas às mulheres negras e reforçar seus laços, trazendo maior visibilidade para sua luta e pressionando o poder público.

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