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Juntas investigarão ato de racismo ocorrido na Terça Negra

· NOTÍCIAS

Repudiamos a ação racista da Guarda Municipal do Recife (Grupamento Técnico Operacional) no evento da Terça Negra, no último dia 04 de fevereiro. Vários guardas abordaram de forma desarrazoada, desnecessária e desproporcional um jovem que estava no evento, num flagrante caso de racismo. A abordagem gerou um tumulto e terminou com disparos de tiros pelos guardas. Desde o princípio, diversas pessoas buscaram dialogar com os guardas, na tentativa de impedir que a violência continuasse, mas não foram ouvidas.

Após a confusão um jovem foi apreendido e, mesmo sem provas de que tenha cometido qualquer crime, foi levado à delegacia, o que revela o racismo institucional. Se não havia provas, afirmamos que ele foi apreendido apenas por ser negro. A equipe jurídica das Juntas foi acionada e conseguiu acompanhar o jovem no depoimento prestado na delegacia.
 

No dia seguinte, as Juntas destacaram a Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Alepe para acompanhar o inquérito aberto contra o rapaz e investigar a conduta racista e desequilibrada da guarda municipal.
 

Não vamos tolerar que a violência policial contra jovens negras e negros seja naturalizada nas corporações e faça do ato racista uma recomendação de atuação nas ruas. Este episódio se soma a vários outros que envolvem guardas e policiais em procedimentos racistas que terminam por perseguir, encarcerar e matar pessoas negras e pobres todos os dias.

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