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Juntas hoje no plenário: dia da trabalhadora e do trabalhador, nada a comemorar

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A importância de refletir sobre o 1° de maio, dia do trabalhador e da trabalhadora, foi o foco da fala da codeputada Jô Cavalcanti na sessão plenária virtual de hoje, da Assembleia Legislativa de Pernambuco. Representando as demais codeputadas, Carol Vergolino, Joelma Carla, Kátia Cunha e Robeyoncé Lima, a parlamentar relembrou que esta data sempre foi de luta e protesto da classe trabalhadora, que cada vez mais tem pouco ou nada pra comemorar, pois a perda de direitos e o empobrecimento tem sido a realidade de maneira geral. Agora, em plena pandemia do coronavírus, essa situação está ainda mais grave.

Em Pernambuco, os números não são nada animadores. O Estado encerrou o ano de 2019 com uma taxa de desemprego de 14% e com uma taxa de informalidade recorde, cerca de 49%. Ou seja, Pernambuco tinha 1 milhão e 800 mil trabalhadores e trabalhadoras na informalidade, no final do ano passado.

Neste momento de paralisação de grande parte dos setores produtivos e de medidas de distanciamento social, com certeza o mercado de trabalho está sofrendo um grande impacto.

As demissões se multiplicam, como é o caso dos rodoviários, com números que chegam a 3 mil demitidos,a maioria é de cobradores de ônibus. Em várias categorias já ocorrem suspensão dos contratos, redução de carga horária com redução de salário, além de demissões. Quem está perdendo seu trabalho formal, vai para a informalidade, o que pode fazer o trabalho informal passar os 50% em Pernambuco em 2020.

Além das demissões e redução de salário, é preciso também destacar as várias situações de risco em que algumas categorias estão atuando no contexto da pandemia. As Juntas sempre se posicionam e têm feito ações sobre a situação e as demandas de técnicos e auxiliares de enfermagem, assim como o conjunto de profissionais que atuam no sistema de saúde do Estado, que colocam suas vidas em risco diariamente devido à falta de equipamentos de proteção individual nos hospitais de Pernambuco.

O Governo do Estado enfrenta dificuldades para a aquisição, mas é preciso ampliar as estratégias para solucionar rapidamente essa questão. É preciso reconhecer que é direito desses trabalhadores e trabalhadoras se recusar a trabalhar em condições que ofereçam risco às suas vidas e às vidas de suas famílias, pois eles podem ser agentes transmissores também.

É necessário ampliar a testagem e o fornecimento de EPIS imediatamente, ou então, o aumento de profissionais doentes ou que se recusem a atuar sem condições de trabalho adequada pode colaborar para um colapso na saúde em Pernambuco. Também se faz necessário, nesse quadro de desemprego e empobrecimento, garantir a renda básica para todos que precisam e que isso seja feito com segurança, sem as aglomerações constantes em agências bancárias.

Amanhã, 1° de maio, queremos renovar nosso compromisso com a classe trabalhadora, afirmando seu direito à vida e a um trabalho e renda dignos.

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