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JUNTAS destinam emenda de 100 mil reais para pesquisa de dados para promoção de ações afirmativas na UPE

O objetivo é garantir a igualdade de oportunidades para grupos historicamente excluídos

· NOTÍCIAS,SALA DE IMPRENSA

A codeputada Robeyoncé Lima, representando as JUNTAS (PSOL-PE), se reuniu no sábado (27) com representantes do Observatório das Ações Afirmativas e Promoção de Igualdade Racial para dialogar sobre a emenda parlamentar das JUNTAS no valor de 100 mil reais que está sendo destinada para a Universidade de Pernambuco (UPE) para a criação de um órgão que desenvolva mecanismos e estratégias de ações afirmativas e de promoção de igualdade racial, em busca de implementar, aprimorar e subsidiar iniciativas de inclusão socio-racial.

O Observatório faz parte do Consórcio Pernambuco Universitas e é formado por oito instituições (UFPE, UFRPE, UFAPE, IFPE-Recife, IF-Sertão-PE, UNIVASF, UPE e UNICAP). Seu objetivo é criar um planejamento estratégico para implementação, supervisão, monitoração, avaliação e publicização das políticas de ação afirmativa pela promoção da igualdade socio-racial e de justiça dentro dessas instituições educacionais, garantido as particularidades de cada uma delas.

A emenda será utilizada para compra de equipamentos para que a UPE possa mapear os(as) estudantes negros(as), indígenas, quilombolas e outros grupos diversos que existem na Universidade, saber quantos(as) são, o perfil dessas pessoas, entre outros dados. Até hoje, a UPE não tem essas informações, nem cota racial para ingresso na Universidade. A partir disso, será possível desenvolver propostas de políticas afirmativas para esses(as) estudantes.

As codeputadas pontuam que essas ações afirmativas não se restringem às reservas de vagas por raça/cor, mas beneficiam diversas iniciativas que visam aprofundar políticas de inclusão qualificada, promovendo direitos individuais e coletivos e garantindo igualdade de oportunidades para grupos historicamente discriminados. A presença de estudantes negras e negros está mudando o cenário das universidades, mas, apesar desse crescimento, as pessoas negras,  quilombolas e indígenas ainda estão muito longe de alcançar a igualdade no ensino superior.

As Juntas acreditam que essas ações a serem desenvolvidas através da emenda serão uma forma de fazer uma reparação a essas sujeitas e sujeitos pelas várias desigualdades geradas pelo racismo na sociedade brasileira. É preciso ampliar as políticas em Pernambuco, para que esses(as) alunos(as) consigam  acessar e permanecer em seus cursos, avançando na superação do racismo e de todas formas de desigualdade.

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