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JUNTAS criam Projeto de Lei pelo Bicentenário da Junta Governativa de Goiana

Também foi pedido um voto de aplauso, pois o bicentenário é um marco na luta pela independência do país, um ano antes dela ser proclamada.

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As codeputadas Juntas (PSOL-PE) protocolaram um Projeto de Lei para que o ano de 2021 seja considerado como o Ano Estadual do Bicentenário da Junta Governativa de Goiana e enviaram um requerimento, ambos na quinta-feira (22), à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), para que seja concedido votos de aplausos em favor do Instituto Histórico, Arqueológico e Geográfico de Goiana (IHAGGO) pelo bicentenário da Junta Governativa de Goiana, celebrado em 5 de outubro de 2021. A data marca não apenas a história política do estado, mas também os caminhos para a independência do Brasil, por isso as Juntas estão empenhadas em disseminar essa parte mais desconhecida da história, permitindo que possa ser amplamente celebrada por ser valor histórico e cultural.

No dia 5 de outubro de 1821, foi assinada em Pernambuco a chamada Convenção de Beberibe, documento pacificador resultante de um processo histórico ainda desconhecido por muitos, mas que fez Pernambuco tornar-se autônomo. Em 29 de agosto do mesmo ano, na Vila de Goiana, um segmento das elites pernambucanas instalou uma Junta Governativa Provisória, com o objetivo de aderir à política das Cortes Constitucionais portuguesas e desautorizar o governo do representante maior do monarca em Pernambuco, o governador Luiz do Rego Barreto, algoz da Revolução Pernambucana de 1817. Durante quase um mês, a Junta de Goiana coexistiu com o Conselho Governativo do Recife, presidido pelo General Rego Barreto, ao ponto das desavenças acentuarem-se, tornando inevitável o conflito armado.

A pacificação do confronto foi acertada por Gervásio Pires Ferreira e Francisco de Paula Cavalcante de Albuquerque, com a assinatura da Convenção, no local onde hoje está situado o bairro de Beberibe, região entre o Recife e Olinda, no qual as forças arregimentadas pela Junta de Goiana estacionaram, com o propósito de atacarem as forças de Rego Barreto, vindas do Recife. Ambas as partes concordaram que fosse convocada uma nova eleição de uma única Junta Governativa em Pernambuco, decidindo-se pelo retorno imediato de Rego Barreto a Portugal, que partiu em 26 de outubro de 1821, com familiares e alguns portugueses que residiam em Pernambuco. Gervásio Pires foi eleito presidente da Junta, sendo chamada pelo povo de Junta Democrática e Independente.

As codeputadas Juntas ressaltam que o resultado deste movimento iniciou em Goiana, em 1821  e encerrou-se com a Convenção de Beberibe, no mesmo ano, ou seja, bem antes do 7 de setembro de 1822 a independência já aportava em Pernambuco, que passou, por conta própria, a deliberar os seus assuntos internos e a modular a sua relação com Portugal, sede do Reino, que, neste solo, já perdia a condição de metrópole. A data é de importante relevância para o povo pernambucano e merece ser lembrada, estudada e celebrada.

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