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Dia Internacional das Defensoras de Direitos Humanos

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Na manhã do dia 28 de novembro, as Juntas Codeputadas realizaram um Grande Expediente Especial na Alepe para homenagear todas as defensoras de direitos humanos pois, no dia 29 de novembro, é comemorado o Dia Internacional das Mulheres Defensoras dos Direitos Humanos e este Grande Expediente Especial teve como objetivo marcar a data dentro da casa. As codeputadas Carol Vergolino, Jo Cavalcanti, Joelma Carla, Kátia Cunha e Robeyoncé Lima trabalham incansavelmente para defender as liberdades e os direitos das mulheres em Pernambuco.

Como uma mandata feminista e antirracista, comprometidas com a democracia e com os direitos de todos e todas, somos solidárias com as milhares de defensoras de direitos humanos que lideram a luta pelo gozo igualitário dos direitos humanos e das liberdades fundamentais.

A situação de perigo a que estão expostas as defensoras de direitos humanos estão piorando rapidamente no mundo todo, e no Brasil não tem sido diferente. Em janeiro deste ano, foi denunciada a morte da ativista ambiental Rosane Santiago, torturada e assassinada na cidade de Nova Viçosa, na Bahia.

Em março, foi denunciado o homicídio de Dilma Ferreira Silva, coordenadora em Tucuruí do Movimento dos Atingidos por Barragens. Ela era uma destacada defensora e reconhecida liderança da luta pelos direitos das pessoas atingidas pela Empresa Hidrelétrica de Tucuruí.

Ainda estamos exigindo a punição dos assassinos de Marielle Franco, cujo homicídio ocorreu há mais de 600 dias.

Em todas as partes do mundo, mulheres ativistas trabalham incessantemente para preservar a emancipação que conquistamos com tanta luta e sacrifício. São mulheres corajosas, que apesar das ameaças e da violência que sofrem cotidianamente, continuam desenvolvendo suas lutas, para preservar a democracia e os direitos de todos os cidadãos e cidadãs brasileiros.

Estamos vivendo tempos sombrios no Brasil e no mundo. Tempos de avanço das forças conservadoras e fundamentalistas, de aumento das discriminações, dos discursos de ódio, do racismo e da misoginia, que atingem as mulheres de maneira bem mais grave que aos homens.

As defensoras desafiam as estruturas dominantes por sua própria existência como sujeitas políticas que ousam ocupar a esfera pública. As ações políticas de mulheres, negras, indígenas, lésbicas, bissexuais, trans e travestis, subvertem a ordem social patriarcal, racista, hétero-normativa e exploradora desde o momento em que ocupam espaços de poder.

A reação às lutas das mulheres ataca diretamente suas vidas e as criminaliza. Este momento na Alepe teve como finalidade não só debater as lutas e a situação dessas mulheres, como também reconhecer o papel fundamental que exercem para garantir a vida de populações ameaçadas. A elas, ofertamos nosso reconhecimento e o compromisso de que vamos continuar lado a lado com todas, cerrando fileiras na defesa do direito à vida plena para todos e todas!

SOMOS MUITAS E ESTAMOS JUNTAS!

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