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8M: Dia Internacional de Luta das Mulheres

Este 9 de março marca ainda o dia internacional de luta das mulheres. Como uma mandata feminista, antirracista e anticapitalista, as Juntas têm estado sempre em aliança com esse movimento, em toda nossa atuação dentro e fora da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

O tema do 8 de março deste ano no recife é “feministas contra a violência do estado racista, patriarcal e capitalista”.A luta contra o racismo, o patriarcado e o capitalismo é uma luta histórica de todas as feministas, mas é inegável que hoje a situação é de uma conjuntura em que esses fatores estão muito mais destacados. Ele se organizou ontem em atos descentralizados nos bairros de Nova Descoberta, Brasília Teimosa, Morro da Conceição e Ibura, e hoje soma todas as vozes num ato que sai do Parque Treze de Maio até o pátio do Carmo.

O governo Bolsonaro representa as forças conservadoras e fundamentalistas aqui no Brasil e tem estimulado o racismo, o machismo e o neoliberalismo. Esse caráter fascista e misógino, tem se expressado no desmonte das políticas sociais, na reforma trabalhista e na reforma da previdência, no desmantelamento do sus e das políticas de assistência, e todas essas políticas penalizam mais as mulheres.Se expressa também na militarização do governo, no aumento da violência policial, no aumento da violência contra as mulheres e na repressão violenta aos movimentos sociais.

Aqui em Pernambuco é preocupante que o governo reproduza práticas semelhantes, quando coloca a tropa de choque para reprimir a luta das trabalhadoras técnicas de enfermagem e aprova a reforma da previdência, que piora ainda mais a vida das mulheres.

O brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo, sendo 97% desses assassinatos contra mulheres trans e travestis. E Pernambuco é o 4° estado em número de casos, nos dados relativos a 2018.

Enquanto juntas, somos contra todas as forma de violência contra as mulheres trans e travestis, porque entendemos que cada pessoa deve ter seu direito à vida garantido.

Como feministas, nós das Juntas entendemos que nenhuma mulher deve ser morta, presa, humilhada ou maltratada por fazer um aborto. Também é preocupante o desmonte dos serviços de aborto legal e a prática de profissionais da saúde em se recusarem, alegando objeções de consciência. Isso tem obrigado várias mulheres a gestarem os frutos de violências.

Mas mesmo considerando essa conjuntura tão grave e tão difícil para as mulheres, destacamos que o movimento feminista nunca esteve tão atuante e tão forte na sociedade brasileira.

O feminismo está colocado no cotidiano da sociedade, especialmente entre as jovens. É um movimento de grande diversidade de sujeitos políticos e de formatos organizativos.

As Juntas estarão nas ruas hoje, ao lado das feministas, em defesa das nossas vidas e dos nossos direitos e todas e todos.

Muito obrigada!

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