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17 de maio - Dia Internacional Contra a LGBTfobia

· DISCURSOS

Nesta quinta-feira, as Juntas subiram à tribuna para lembrar que a sexta-feira, dia 17 de maio, é o dia internacional contra a LGBTfobia.

Desde a nossa campanha eleitoral colocamos o grupo LGBT como um dos nossos sujeitos prioritários. A centralidade dessa pauta está também refletida em como nossa mandata coletiva se organizou, sendo três das codeputadas das Juntas LGBTs e boa parte da nossa equipe também.

As violências que a população LGBT podem sofrer são inúmeras e diversas. As lésbicas são hispersexualizadas pelo olhar do homem hétero, as pessoas bissexuais têm sua visibilidade negada e exotificada, os homens gays são relegados ao preconceito pelos padrões machistas de masculinidade e as mulheres trans e travestis precisam mostrar para a sociedade que o local delas não é apenas na prostituição.

Essas são só algumas violências físicas e simbólicas que essa comunidade sofre, mas também não podemos esquecer da responsabilidade do poder público em atuar para diminuir essas violações e não reproduzir práticas LGBTfóbicas na sua estrutura.

Hoje, infelizmente, vemos um governo federal que não apenas não promove políticas públicas para essa população, mas verdadeiramente persegue e incita violência contra essas pessoas. Recentemente, o presidente Bolsonaro afirmou que ter um filho gay é falta de “porrada”, influenciando pais pelo Brasil a baterem em seus filhos LGBTs. Práticas como essa são responsáveis pela violência e pelo preconceito no Brasil.

Em nível estadual, não podemos de deixar de elogiar a Secretaria da Mulher do Estado de Pernambuco pela criação de um edital de concurso que considerou esse contexto de violação de direitos que mulheres lésbicas e transexuais vivenciam! Ações como essa são importantes para tirar esses grupos da invisibilidade e devem ser incentivadas pelas parlamentares desta casa! Mas devemos lembrar também que as políticas públicas para a população LGBT em nosso Estado estão longe de serem suficientes.

É urgente a necessidade de descentralizar os equipamentos de atenção, segurança e acolhimento de LGBTs em todo o estado, trazendo essas políticas especialmente para o interior de Pernambuco. Sabemos que LGBTs não vivem apenas na Capital, e é por isso que precisamos ver no estado inteiro os centros de saúde especializada, centros estaduais de combate à LGBTfobia, delegacias especializadas, espaços de acolhimento para LGBTs sem teto, expulsas de suas próprias casas.

E não somente, acreditamos que é hora de se comprometer com o avanço das políticas públicas para esse povo, garantindo que as nossas cidades sejam seguras e que eles não precisem ter sua experiência de vivência urbana limitada às boates e festas pagas em algumas ruas das cidades.

Queremos a consolidação de um ensino estadual em que promova mais fortemente o respeito às diferenças e que elimine o alto índice de evasão da população LGBT das escolas, com destaque aos alarmantes dados de pessoas trans que vivenciam um ambiente escolar extremamente violento e desistimulador. Escola é lugar de conviver com a diferença, de aprender a respeitar e de construir cidadãos e cidadãs conscientes do país que queremos e precisamos viver.

É por tudo aqui falado que as Juntas, nesse dia 17 de maio e em todos os outros dias, se comprometem com o movimento LGBT de ser uma voz que ecoará pela ALEPE no nome dessas pessoas.

Por fim, deixamos o convite para que no próximo dia 23 de maio todos estejam presentes na nossa plenária LGBT, onde discutiremos prioridades e formas de atuação para o grupo. Esperamos vocês lá!

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